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A perda do afeto na depressão

O afeto é a parte de nosso psiquismo responsável pela maneira de perceber e sentir a realidade, se as coisas que vivenciamos estão sendo agradáveis, alegres, dão satisfação, prazerosas, ou mesmo angustiantes, causam medo ou pânico, sofríveis, etc., pois todos esses valores são atribuídos pela nossa afetividade, sendo que a afetividade é então a parte psíquica responsável pelo significado sentimental de tudo aquilo que vivemos. A afetividade funciona como as lentes dos óculos através das quais enxergamos emocionalmente nossa realidade, será através de nosso afeto que o mundo, no qual vivemos, chega até nossa consciência com o significado emocional que tem para nós, cada situação nos traz um tipo de sentimento, tendo em vista o fato de a afetividade ser diferente entre as pessoas, alguns sofrerão mais que os outros diante de um mesmo problema. A afetividade em pessoas com depressão fica perdida em seus pensamentos, pois não conseguem separar as situações e aqueles que se sentem ameaçados reagem de uma maneira, os que se percebem inseguros de outra e os otimistas de outra ainda, cada um reagindo a vida de maneira pessoal e própria, pois até a sensação de viver a vida, os depressivos se perguntam se vale a pena viver. A afetividade pode ser adequada e melhorada mediante dois procedimentos: através de práticas psicoterápicas e psicopedagógicas de aperfeiçoamento da personalidade e com a utilização de medicamentos que atuam nos neurotransmissores e nos neuroreceptores cerebrais. A pessoa precisa passar a conhecer melhor as questões de suas emoções e de sua depressão, e isso se dá através de práticas psicoterápicas. A pessoa passa a melhorar sua relação com a realidade e consigo mesma devido ao afeto, sendo que as sensações físicas corriqueiras e habituais em qualquer pessoa são valorizadas, lutando para ter uma vida melhor e não nos deixarmos nos levar pela depressão, a vida vale muito.